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De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2010 foram
diagnosticados e notificados 6,2 milhões de casos de tuberculose no mundo,
sendo 5,4 milhões de casos novos. A Índia e a China representam 40% dos casos
notificados e o Brasil está entre os 22 países que concentram 82% dos casos de
tuberculose no mundo.
As metas internacionais estabelecidas pela OMS e
pactuadas pelo governo brasileiro são de descobrir 70% dos casos de tuberculose
estimados e curá-los em 85%. A tuberculose ainda é um sério problema da saúde
pública, com profundas raízes sociais. Está intimamente ligada à pobreza e à má
distribuição de renda, além do estigma que implica na não adesão dos portadores
e/ou familiares/contactantes. O surgimento da epidemia de AIDS e o aparecimento
de focos de tuberculose multirresistente agravam ainda mais o problema da
doença no mundo.
Para combater a doença o Ministério da Saúde vai
lançar uma campanha para conscientizar a população sobre cuidados e tratamentos
para enfrentamento à enfermidade.
Entenda a doença – A tuberculose é uma
doença infecto-contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK).
Ela afeta principalmente os pulmões, mas, também pode ocorrer em outros órgãos
do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).
A transmissão da tuberculose acontece de pessoa
para pessoa. Ou seja, ao falar, o portador da doença expele pequenas gotas de
saliva que contêm agente infeccioso que pode se aspirado por outro indivíduo e
assim contaminá-lo. Junto com o desconforto da tosse, também aparece um cansaço
excessivo; febre baixa geralmente à tarde; sudorese noturna; falta de apetite;
palidez; emagrecimento acentuado; rouquidão; fraqueza; e prostração. Os casos
graves apresentam dificuldade na respiração; eliminação de grande quantidade de
sangue, colapso do pulmão e acumulo de pus na pleura (membrana que reveste o
pulmão) – se houver comprometimento dessa membrana, pode ocorrer dor torácica.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza
a prevenção e o tratamento para a doença. Durante o período de vacinação a BCG
serve para imunizar as crianças. O tratamento para as pessoas que possuem a
tuberculose é feito à base de antibióticos 100% eficaz. Durante os dez
primeiros dias de tratamento os sintomas da doença são minimizados, no entanto,
não pode haver abandono. A cura leva seis meses, e em alguns casos o paciente
acaba desistindo antes do tempo. Para evitar o abandono do tratamento é
importante que o paciente seja acompanhado por equipes com médicos, enfermeiros,
assistentes sociais e visitadores devidamente preparados.
Ações
do Ministério da Saúde –
Em 1996 o Ministério lançou o Plano Emergencial para o Controle da Tuberculose,
recomendando a implantação da Estratégia do Tratamento Diretamente Observado (DOTS) para o controle da Tuberculose no
Brasil, sendo formalmente oficializado em 1999 por intermédio do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT). Esta
estratégia continua sendo uma das prioridades para que o País atinja a meta de
curar 85% dos doentes, diminuindo a taxa de abandono a menos de 5%, evitando o
surgimento de bacilos resistentes e possibilitando um efetivo controle da
tuberculose no país.
Considerada como prioridade pelo governo federal
desde 2003, a doença sempre esteve contemplada nas principais pactuações
nacionais, como no Pacto pela Saúde, Mais Saúde, Programação das Ações de
Vigilância em Saúde, Pacto da Atenção Básica e, mais recentemente, na Agenda
Estratégica da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS).
Ações da Secretaria Municipal de
Saúde- Durante os 3 últimos anos houve a criação da
coordenação de tuberculose e hanseníase no antigo prédio da funasa,com isso
houve a descentralização do serviço ,a coordenação participa ativamente do Programa Saúde na Escola e capacitação de
agentes e profissionais de saúde e acompanhamento dos pacientes até o final do
tratamento .
Histórico – Segundo algumas
evidências, a tuberculose existe desde os tempos pré-históricos. Foram
encontrados esqueletos de múmias do antigo Egito (3000 a.C.) e, mais
recentemente, uma múmia pré-colombiana no Peru com sinais da doença. Várias
tentativas de tratamento foram feitas, desde a ingestão de preparados exóticos
até a utilização de sangrias e a indução de vômitos. Alguns pacientes eram
proibidos até mesmo de falar ou rir e ficavam deitados sem poder se movimentar.
Em 1882, o famoso bacteriologista alemão Robert
Koch identificou o agente causador da enfermidade, a bactériaMycobacterium tuberculosis,
também chamada de Bacilo de Koch em homenagem ao seu descobridor. Em
1908, os cientistas Albert Calmette e Camille Guérin conseguiram isolar uma
cepa do bacilo da tuberculose para produzir culturas vivas atenuadas a serem
usadas como vacina. A cepa recebeu o nome de Bacilo Calmette-Guérin,
de onde surgiu o nome “BCG”. Foi aplicada pela primeira vez em crianças em
1921.
No Brasil e em outros 21 países em desenvolvimento,
a tuberculose é um importante problema de saúde pública. Nesses países
encontram-se 80% dos casos mundiais da doença. Segundo estimativas, cerca de um
terço da população mundial está infectada com o Mycobacterium tuberculosis,
com o risco de desenvolver a enfermidade.
Vale ressaltar que somente um médico pode
diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações
disponíveis possuem apenas caráter educativo.
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