Hoje dia 01 de fevereiro em Vitória do Mearim comemoramos
o Dia Nacional de Combate contra a Hanseníase.
A hanseníase, conhecida oficialmente por este nome desde
1976, é uma das doenças mais antigas na história da medicina. É causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium
leprae: um
parasita que ataca a pele e
nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os
olhos. Não é, portanto, hereditária.
Com período de
incubação que
varia entre três e cinco anos, sua primeiramanifestação consiste no aparecimento de manchas
dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo.
Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações podem ser
outros sintomas.
Com o avanço da doença, o número de manchas ou o tamanho das já existentes
aumenta e os nervos ficam comprometidos, podendo causar deformações em regiões,
como nariz e dedos, e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as
mãos. Além disso, pode permitir que determinados acidentes ocorram em razão da
falta de sensibilidade nessas regiões.
O diagnóstico consiste, principalmente, na avaliação
clínica: aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos
nervos dos braços, pernas e olhos. Exames laboratoriais, como biópsia, podem
ser necessários.
Esta doença é capaz de contaminar outras pessoas pelas vias respiratórias, caso o portador não esteja sendo tratado.
Entretanto, segundo a Organização Mundial de Saúde, a maioria das pessoas é
resistente ao bacilo e não a desenvolve. Aproximadamente 95% dos parasitas são
eliminados na primeira dose do tratamento, já sendo incapaz de transmiti-los a outras pessoas.
Este dura até aproximadamente um ano e o paciente pode ser completamente
curado, desde que siga corretamente os cuidados necessários. Assim, buscar
auxílio médico é a melhor forma de evitar a evolução da doença e a contaminação
de outras pessoas.
O tratamento e distribuição de remédios são
gratuitos e, ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, em face do
estigma que esta doença tem, não é necessário o isolamento do paciente. Aliás,
a presença de amigos e familiares é fundamental para sua cura.
Durante este tempo, o hanseniano pode desenvolver suas atividades normais, sem
restrições. Entretanto, reações adversas ao medicamento podem ocorrer e, nestes
casos, é necessário buscar auxílio médico.
Importante
saber:
Segundo a OMS, nosso país é líder mundial em prevalência da hanseníase. Em
1991, foi assinado pelo governo brasileiro um termo de compromisso mundial,
comprometendo-se a eliminar esta doença até 2010. Entretanto, a cada ano, há mais
de quarenta mil novos casos tendo, entre eles, vários indivíduos em situação de
deformidade irreversível.
Nos dias 24, 26 e 27 de janeiro são comemorados, respectivamente, o Dia do
Hanseniano, o Dia Mundial de Combate à Hanseníase e o Dia Estadual de Combate à
Hanseníase.
“Lepra”, designação antiga desta doença, era o nome dado a doenças da pele em
geral, como psoríase, eczema e a própria hanseníase. Devido ao estigma dado a
esta denominação e também ao fato de que hoje, com o avanço da medicina, há nomes
apropriados para cada uma destas dermatoses, este termo deixou de ser utilizado
(ou, pelo menos, deveria ter sido).
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A
automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado
não só não cura como pode piorar a saúde.
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