O Ministério da Saúde lançou nesta
terça-feira (4) a 34ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, em
Brasília. Realizada em parceria com a secretaria municipal de saúde de Vitória
do Mearima meta é vacinar crianças entre
6 meses e menores de 5 anos. A ação começa neste sábado (8), com o Dia D de
mobilização nacional, e vai até 21 de junho.
Neste ano, o público alvo a ser
vacinado na campanha é a partir dos 6 meses, com a vacina oral (VOP), as
chamadas gotinhas. Isso porque as crianças menores de 6 meses já estão sendo
vacinadas com a injetável (VIP) nos postos de vacinação. É importante reforçar
que os pais não esqueçam de levar a caderneta de vacinação dos filhos para que
o profissional de saúde possa avaliar a situação vacinal da criança,
considerando o esquema sequencial (quadro abaixo).
Os pais devem levar a caderneta de
vacinação dos filhos para que o profissional de saúde possa avaliar a situação
vacinal da criança, considerando o esquema sequencial (quadro abaixo). “Além da
proteção contra a pólio, a campanha contribui para atualização do calendário de
vacinação. Caso esteja faltando alguma vacina, os pais podem programar junto
com o posto de saúde a melhor data para a criança tomar as doses que estão
faltando”, explicou o ministro.
Calendário básico de vacinação
Esquema sequencial para crianças que
iniciam a vacinação contra a poliomielite
Idade
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Qual a vacina
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2 meses
|
Vacina inativada poliomielite – VIP (injetável)
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4 meses
|
VIP
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6 meses
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Vacina oral poliomielite (atenuada) – VOP (oral)
|
15 meses
|
VOP (reforço)
|
Ou seja, de acordo com o cronograma do calendário básico de vacinação, a criança recebe as duas primeiras doses – aos dois e aos quatro meses – do esquema com a vacina inativada poliomielite (a VIP), de forma injetável. Já a terceira dose (aos seis meses) e o reforço (aos 15 meses) continuam com a vacina oral (a VOP).
Se a criança menor de cinco anos
nunca tiver tomado nenhuma dose injetável, não tomará as gotinhas neste
momento. Deverá iniciar o esquema vacinal com a injetável.Por esse motivo, o
Ministério da Saúde recomenda que os estados e municípios disponibilizem também
a injetável nas suas unidades básicas de saúde, embora nesta campanha sejam
utilizadas as duas gotinhas. O objetivo é evitar que crianças que estejam com o
esquema vacinal contra a poliomielite atrasado percam a oportunidade de
vacinação.
Se a criança for vacinar em um posto
temporário, que não pode oferecer a injetável, a orientação é que seja
encaminhada para uma unidade de saúde, onde será vacinada posteriormente.
VACINA ORAL - Vale lembrar que não existe tratamento para a poliomielite e somente a
prevenção, por meio da vacinação. A vacina protege contra os três sorotipos do
poliovírus 1, 2 e 3. A eficácia da imunização é em torno de 90% a 95%. Ela é
recomendada mesmo para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite
ou diarreia.
A vacina é extremamente segura e não
há contraindicações, sendo raríssimas as reações associadas à administração da
mesma. Em alguns casos, como, por exemplo, em crianças com infecções agudas,
com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina,
recomenda-se que os pais consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser
aplicada.
VACINA INJETÁVEL – O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, reforçou que, com a
introdução da VIP no calendário básico de vacinação da criança no segundo
semestre de 2012, o Brasil já está se preparando para utilizar apenas a vacina
inativada (injetável) quando ocorrer a erradicação da doença no mundo,
atendendo a recomendação da OMS.
Segundo Barbosa, a VIP é segura e, de
acordo com os estudos, não há possibilidade de uma criança vir a ter
poliomielitecaso apresente o esquema vacinal completo e em dia contra a doença.
”A vacina injetável é mais segura exatamente no período em que a criança
poderia apresentar algum risco de evento adverso por causa da vacina oral”.
HISTÓRICO –O Brasil serviu de exemplo para outros países ao adotar, a partir do ano
de 1980, a estratégia anual de campanhas nacionais de vacinação contra a
poliomielite em duas etapas, vacinando crianças menores de cinco anos de idade
independente do estado vacinal anterior.
O último caso registrado da doença no
Brasil foi em 1989, na Paraíba. As ações do Programa Nacional de Imunizações
(PNI) estão voltadas à manutenção do país livre do poliovirus selvagem. Desde
1994, o país mantém o certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde
(OMS) de erradicação da poliomielite.
POLIOMIELITE NO MUNDO - Apesar de não haver registro de casos de pólio no país, os profissionais
de saúde estão em alerta sobre a necessidade de notificação e investigação de
todo caso suspeito de pessoas procedentes de países com circulação da doença.
De acordo com a OMS, entre os anos de 2011 e 2012, 16 países registraram casos
da doença. A maioria é decorrente de importações do poliovírus selvagem de
países endêmicos (Afeganistão, Nigéria e Paquistão) ou de países que
restabeleceram a transmissão (Angola, Chade, República do Congo).
Em 2012, foram registrados 223 casos,
sendo que 217 (97,3%) foram nos países endêmicos e 6 (2,7%) nos não endêmicos.
É uma redução de 36,9% no número de casos de poliomielite no mundo, quando
comparado ao mesmo período de 2011 (604 casos). No ano de 2013, até o dia 22 de
maio, foram registrados 32 casos, sendo 8 no Paquistão, 22 na Nigéria e 2 no
Afeganistão.
A DOENÇA –A poliomielite é uma doença viral, causada por poliovírus e subdivide-se
em três sorotipos (1, 2 e 3). É altamente contagiosa, e afeta principalmente
crianças menores de 5 anos de idade. O vírus é transmitido através de alimentos
e água contaminados e se multiplica no intestino, podendo invadir o sistema
nervoso. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas da doença (febre,
fadiga, cefaleia, vômitos, rigidez no pescoço e dores nos membros), mas
excretam o vírus em suas fezes, portanto, podem transmitir a infecção para
outras pessoas.
Falta de higiene e de saneamento na
moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local, favorecem a
transmissão. O período de incubação (tempo que demora entre o contágio e o
desenvolvimento da doença) é geralmente de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a
30 dias. A transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação.
CONFIRA
OS POSTOS DE VACINAÇAO
1. SECRETARIA DE SAUDE
2. RODOVIÁRIA
3. NEUZA DA
CUNHA
4. BAIRRO
NOVO
5. CAPS
6. PURAQUEÚ
7. MATO
GROSSO
8. COQUE FIRMINO
VAZ
9. ASSENTAMENTO
10.
SÃO LOURENÇO
11.
JAPAO
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